Sábado, 26 de Junho de 2010

Limits of Control (2009) Jim Jarmusch

Olá, eu sou o homem dos Limites do Controlo. Não vos posso contar o meu nome, já que o guião não me atribuiu um. Não há espaço para tantos detalhes em 116 minutos. Chamem-me o Homem sem Nome. Eu vagueio pelas ruas de Espanha, falando o menos possível, tal como o Clint Eastwood fazia nos seus filmes que eu gostava tanto de ver quando era pequeno. Hoje em dia som um homem elegante, exótico, fixe, impenetrável, misterioso, calado, frio, enigmático, passivo e estóico. O que me define são os pequenos pormenores que eu permito vocês conhecerem, pormenores deliciosos como eu pedir dois expressos em diferentes chávenas, comer o papel depois de ler e ter manias sem fundamento como a extinção de telemóveis ou armas.

Esta descrição do protagonista de Limits of Control (intrepertado por Isaach de Bankolé) consegue de um modo perifrástico denunciar os maiores defeitos desta obra falhada.

Escolhi este filme para fechar o meu ciclo, por se tratar de uma das obras realizadas no novo século por Jarmusch, e por eu não o ter conseguido ir ver no cinema (felizmente) também por ter a participação do talentoso Christopher Doyle (cinematografia). No primeiro quarto de hora do filme, ainda sem opinião formulada, vi-o filme como uma experiência profunda e intuitiva de um homem puro e da sua conecção com o objecto e o arredor, pareceu-me uma ideia muito boa e Isaac estava a interpretar uma entidade desprendida da humanidade perfeitamente; num ritmo lento deduzi que todo o filme se desenrolaria de uma forma contemplativa e com pouca explicação cerebral mas recheada de teorias sensacionista, ou seja usar o cinema no seu climax. O filme é muito menos que isso,Isaac como já referido é um hitman barato com uma missão falsamente oculta (metáfora), porque durante todo o filme temos Jarmusch a disparar a palavra "aparentemente" sucessivamente ao nosso ouvido; o filme está mergulhado num jogo barato de conceptualidades em que cada interveniente que se dirige ao hitman negro represente de certo modo uma arte e o ajuda a chegar mais próximo do capitalismo e de uma forma de o fazer tombar. Sim o filme consegue descair no campo da intervenção (muito foleiro). Jarmusch faz deste filme o exemplo perfeito de como o cinema não deve ser, cheio de conceptualidades que só podem ser reveladas pelo trabalho mental do espectador; só os amadores deixam conceptualidades no estendal, um mestre faz das suas conceptualidades o seu ambiente e algo completamente intuitivo e carregado de força.

Sem dúvida um dos filmes mais pretensiosos, mais pseudo aritisticos e intelectuais, mais falhados que eu já vi, a pior obra visualizada durante o ciclo.

Não consigo continuar a crítica já que tudo nele (sem contar com a fotografia) é mau e falhado.

publicado por Diogo às 03:42
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