Sábado, 26 de Junho de 2010

The Texas Chainsaw Massacre (1974) Tobe Hooper

Este clássico (avô de todos os trastes do seu género da actualidade) conta-nos a história de um grupo de jovens amigos que numa viagem ao campo se cruzam no caminho de Leatherface (Gunnar Hansen) o protagonista do filme e a icónica personagem da história do cinema de terror. 

Desde a sua estreia em 74, desenvolveu-se à volta de Tobe Hooper a reputação de se tratar de um autor horrificamente violento, acusações de que este assentava os seus projectos maioritariamente no campo do cinema "gore". Uma reputação de todo injusta; de certo que um pouco de sangue no meio da história de cinco adolescente que por azar se dão de caras com uma família de canibais assassina não soa desencaixado. Hooper não é nenhum realizador sedento de sangue (pelo menos não neste ponto da sua carreira), já que a grande parte da intensidade do filme (antigida sobretudo na última meia-hora desta obra) deve-se muito pouco à cor vermelha. O autor consegue numa junção perfeita de elementos a criação de um filme e de uma atmosfera perturbadora que se tornaram imortais ao longo dos anos; personagens sinistras sem serem exageradas (completamente no ponto), o trabalho da câmera está fenomenal e o aroma a independente (esta obra é uma produção de baixo orçamento) dá uma cor de filme "snuff" completamente genuina; ou seja, os elementos são expostos e a sua junção é perfeita, os ingredientes estão todos lá para o terror correr por entre as paredes, e sim...o terror corre!

O filme culmina com um final gracioso e lendário e felizmente que ainda não vi nenhuma cópia; a mente de um cineasta independente consegue sempre "sacar" deste súbitos e marcantes tesouros visuais.

Este género de filmes infelizmente foi manchado pela incapacidade de execução de grande parte dos autores, e na forma fácil, barata e "enclichezada" a que se modelou. O Massacre no Texas é um dos poucos grandes triunfos do cinema de terror e é sem dúvida a "fonte de inspiração" para muitas da bodegas que por ai correm. Infelizmente um género que há muito foi abandonado (o triste e insultuoso remake desta obra é prova disso).

 

Um tatu morto virado ao contrário a abrir o filme é manobra de génio. Tobe Hooper sintetizou o filme e o género da maneira mais crua, universal e sobretudo simples! E é isso que o cinema (não só o de terror) tem de ser, intuitivo e forte na transmissão imediata das suas ideias, o terror é apenas um estado desta arte.

publicado por Diogo às 14:08
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