Terça-feira, 29 de Junho de 2010

Zombieland (2009) Ruben Fleischer


Zombieland instala-se nuns E.U.A. pós-apocalípticos, dois meses após uma devastação criada por zombies com a origem na doença das vacas loucas. Um aluno universitáio, Columbus (Jesse Eisenberg) dirige-se a Columbus, Ohio para averiguar se os seus pais sobreviveram à praga. Após perder o seu carro num acidente, esbarra-se com Tallahasee (Woody Harrelson) um homem rude (intitula-se exterminado de zombies) que se encontra numa demanda por Twinkies. Os dois sobreviventes viajam juntos e cruzam-se com duas irmãs aparentemente inofensivas mas que se revelam letais: Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin), partindo da discórdia e da incompatibilidade de personalidades e ambições o grupo cresce unido no meio de uma sangrenta matança de cadáveres vivos

Realizada pelo estreante Ruben Fleischer, esta obra marca para mim o inicio de uma revolução no cinema cómico. Desligado de justificações materiais (como arranjam gasolina, será que há mais sobreviventes, como sobreviveram as duas irmãs num mini-mercado com três zombies enormes lá dentro?) Zombieland assume-se como uma simples matéria bruta de entretenimento. 

As personagens são lineares e identificáveis com mais de metade dos elencos americanos, a história é uma simples desculpa e toda esta simplicidade torna este filme irresistivelmente desfrutável.

Contudo, julgo que o filme podia ter sido muito mais, e apesar de achar uma óptima ideia fundir o gore com uma história suave, a personagem de Jesse Eisenberg encontra-se a mais neste (não propriamente a mais, simplesmente pede substituto); esta irritante copia de Michael Cera (este actor por si também já irrita) consegue tornar qualquer cena em que se sobressai em algo enfadonho e estranhamente pouco natural, numa estranha mas bem feita fusão de géneros paralelos, Columbus é o único ponto forçado e a única parcela desencaixada.Sim é verdade que tem a sua piada colocar uma história convencional de amores e desamores adolescentes num ambiente apocalíptico mas vamos tentar não enfiar Junos por aqui a dentro.

Ainda assim o filme contem cenas e ambientes inovadores e completamente encaixados num bom entretenimento, destacando Bill Murray e a sua casa.

Não achei piada nenhuma à lista do Columbus; achei genial a panca pelos Twinkies, este amor transmitido por coisas pequenos deu me uma sensação de conforto óptima.

Considero este filme, um bom trabalho por parte das pipocas americanas apesar de não se ter erguido como podia.

 

As sequências do ínicio são lindas!

 


 

"I gotta take the Browns to the Super Bowl"

publicado por Diogo às 22:43
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