Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

Rosemary's Baby (1968) Roman Polanski

Muito mais que um mero suspense, Rosemary's Baby deve todo o seu valor, não a uma história envolvente mas sim a uma belissima realização por parte de Polanski, e a um conjunto de inspiradas interpretações.

Nós conhecemos Rosemary, o seu marido e o casal vizinho estranhamente amistoso. Rapidamente nos identificamos com a protagonista, durante o período de gravidez. As suas dúvidas, os seus medos, tudo nos parece compreensível. Mas com o decorrer do filme o fio condutor parece-nos frágil, já não sabemos se devemos ver o redor segundo Rosemary, ou encara-lo como um estado de demência pelos olhos do seu marido Guy. O mais impressionante é que sem nunca perder fulgor, a obra não depende toda a sua qualidade no seu desfecho, ao contrário de muitas tentativas falhadas dentro do género.

O final não se assume como um choque momentâneo, a meio do filme tudo que há para saber, à partida já foi contado, pouco mais se desvenda e nós próprio traçamos as nossas suposições, e mesmo que elas não estejam de acordo com o que irá acontecer, no final tudo se irá desenvolver sobre a forma de um horrífico e inevitável desfecho.

publicado por Diogo às 11:25
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Domingo, 16 de Janeiro de 2011

Il Gattopardo (1963) Luchino Visconti

Aquela cena final da gala, é provavelmente das melhores coisas que eu já alguma vez vi num filme.

A obra é toda ela uma dança ao som da música do tempo. Nem a música nem os passos de dança mudam, simplesmente troca-se de parceiro.

Nunca um confronto de eras foi tão bem retratado como em O Leopardo. A eximia execução de Visconti consegue com que o tema do seu final, se prolonge fora dos limites italianos, pois o que nós vamos não é a queda moral de um país, mas sim do homem em si.

A direcção do mestre italiano evidencia uma terna nostalgia e apreço pelo seu passado em conflito com uma náusea repudiosa em relação a decadência geracional.

Uma obra-prima!

 

publicado por Diogo às 16:25
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Sábado, 15 de Janeiro de 2011

L'Avventura (1960) Michelangelo Antonioni

Ao contrário de Fellini que com uma explosão de emoções aborda todos os seus tópicos do sentimento do homem, Antonioni, sobriamente e vagarosamente "dilui" a frustração e a busca pelo amor.

Um titulo irónico, cheio de promessas de futuro dinamismo, só que... o filme "simplesmente passeia". Mas a verdade é que nós não estamos a ver um filme, estamos a ver o homem! Belíssimo

publicado por Diogo às 16:40
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